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Quando se trata da saúde de cães e gatos, há determinados fatores que, se não estiverem em equilíbrio, podem acarretar outras condições. Esse é o caso das alterações gastrointestinais, entre os quadros mais frequentes na rotina veterinária e que desafiam os profissionais durante os atendimentos.
De acordo com pesquisas internacionais, como as estimativas do Euromonitor International, esses distúrbios representam 27% das idas ao consultório veterinário. Responsável pela digestão, o trato gastrointestinal também influencia em funções de saúde e bem-estar geral.
O impacto
Em entrevista, a veterinária Letícia Tortola explica que o sistema digestivo dos pets é composto pela cavidade oral, esôfago, estômago, intestino delgado e grosso, além de órgãos como fígado e pâncreas.
Ao atuarem de forma integrada, são responsáveis pela absorção de nutrientes, equilíbrio hídrico e eletrolítico, proteção imunológica e suporte ao microbioma intestinal. “Por conta disso, qualquer alteração merece atenção, pois pode indicar desequilíbrios que precisam ser investigados.”
Nesse caso, o microbioma é quem exerce o papel central. Ao abrigar bilhões de microrganismos benéficos, ele está envolvido com a produção de vitaminas e defesa contra agentes nocivos.
Os problemas gastrointestinais são os quadros que interferem na digestão ou no trânsito intestinal. Essas condições podem aparecer de forma aguda – ou seja, de forma repentina e com maior risco – ou de forma crônica, em que persistem e se repetem ao longo da vida do animal.
Quais são as causas e riscos
Para tratar de um pet que costuma apresentar sintomas associados à saúde digestiva, é preciso entender de onde surge o problema. Ingestão de alimentos inadequados, infecções virais, bacterianas ou parasitárias, doenças inflamatórias intestinais e reações adversas a dieta são algumas das causas.
Confira os principais alertas de que seu peludo está sofrendo com esses quadros:
- Vômitos;
- Diarreia;
- Constipação;
- Alterações no apetite;
- Perda de peso;
- Flatulência;
- Mudanças no aspecto das fezes.
“Sinais digestivos, muitas vezes, são percebidos pelos tutores como algo comum, especialmente quando o animal mantém seu comportamento habitual.” De acordo com a especialista, ao identificá-los, é importante buscar atendimento. Uma avaliação precoce contribui para o diagnóstico de eventuais doenças e prevenção de condições mais graves.
“A avaliação veterinária é fundamental para orientar o manejo mais adequado em cada caso”, reforça a profissional da Royal Canin.
Se confirmada alguma alteração, o principal tratamento é a alimentação. No dia a dia, com a adaptação da dieta e comprometimento do tutor, o animal pode conseguir compensar a digestão afetada e voltar a absorver mais nutrientes, que é o que garante a recuperação e qualidade de vida.
Fonte: Metrópoles
Imagem: Freepik