A água potável é um recurso indispensável para todos os seres vivos, incluindo os animais de estimação. Assegurar que os pets tenham uma hidratação adequada garante o correto funcionamento de todas as funções fisiológicas, processos metabólicos e reações químicas do corpo.
Profissionais recomendam que a mesma qualidade da água que é apropriada para o consumo humano deve ser oferecida aos animais de companhia: limpa e potável, livre de microrganismos patogênicos ou bactérias indicadoras de contaminação fecal, e em recipientes devidamente higienizados.
A zootecnista da Adimax, Lívea Maria Gomes, explica que se os recipientes de água dos pets não forem higienizados com frequência e corretamente, pode ocorrer a proliferação de microrganismos que, quando ingeridos, podem causar algum dano à sua saúde. “O ideal é trocar a água no mínimo uma vez ao dia e manter o bebedouro sempre limpo, higienizado apenas com água e detergente neutro, pois alguns animais podem ter sensibilidade a determinado produto de limpeza e apresentar reações alérgicas. Também é importante evitar o acesso do animal a fontes de água não ideais para o consumo, como por exemplo aquários, poças, rios e lagos”, orienta.
Segundo Lívea, existem diversas doenças causadas por microrganismos, que podem ser transmitidas pelo consumo ou contato com a água contaminada: “Algumas doenças são bem importantes, pois são zoonoses, ou seja, podem contaminar animais e humanos. É o caso da giardíase, causada por um parasita, e da leptospirose, causada por uma bactéria (nesta, a urina do animal infectado contamina a água que o pet ou humano consomem). Outro exemplo é a Salmonella, também uma bactéria. Quando o animal é contaminado, é comum apresentar sintomas gastrointestinais, como diarreia (com sangue ou não), vômitos, perda de peso, desidratação, ficar amoado, entre outros”.
Sinal de alerta!
Os tutores devem ficar de olho se os animais estão ingerindo água. Caso não estejam, pode ser um sinal que algo não vai bem. “Mas vale destacar que não é apenas a desidratação o indicativo de que a saúde do pet pode estar comprometida: quando eles apresentam sede anormal e bebem água em excesso, também pode ser sinal de outras doenças, como diabetes, doença renal, entre outras”, explica a profissional.
Para ajudar os tutores, Lívea Maria Gomes selecionou algumas dicas simples de cuidados com a água que será oferecida ao pet, que contribuirão para promover sua saúde:
1. Mantenha as vasilhas de água sempre em local fresco e tranquilo, ao abrigo do sol;
2. A água deve ser trocada pelo menos uma vez ao dia, e a vasilha higienizada corretamente. Em casos específicos, como períodos de calor, é recomendado que essa troca seja mais frequente, para que a água fique fresca e mais atrativa;
3. Tenha mais de um bebedouro espalhado pela casa, tanto para os cães quanto para os gatos, pois isso estimula que bebam água;
4. Utilize fontes de água (principalmente para gatos), pois eles dão preferência por água fresca e corrente. Nos dias mais quentes, coloque cubos de gelo no bebedouro;
5. Adicione alimentos úmidos na dieta, como os sachês, que colaboram para a ingestão hídrica;
6. Sempre que sair para passeios mais longos ou o pet for te acompanhar na rotina, leve seu bebedouro e uma garrafinha com água para ir oferecendo, e evitar que ele beba de local inapropriado.
Fonte: Cães e Gatos
Imagem: Canva